Número de óbitos por Aids sobe e chega a 137 na PB

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Desde 2010 o Governo do Pará disponibiliza ao cidadão o teste rápido para detecção do vírus HIV, uma forma segura, eficaz e praticamente imediata de descobrir se o indivíduo é portador do Vírus da Imunodeficiência Humana (do inglês, Human Immunodeficiency Virus). Embora a doença ainda desperte certo preconceito, a importância da informação e da conscientização da sociedade como um todo é primordial para garantir que a pessoa infectada tenha acesso ao tratamento o mais cedo possível, de forma a assegurar uma vida praticamente normal. FOTO: MÁCIO FERREIRA / AG. PARÁ DATA: 01.12.2017 BELÉM - PARÁ

O número de mortes por conta do vírus HIV na Paraíba subiu em 2017. Ao todo, no ano passado foram 137 óbitos, contra 133 em 2016. Em 10 anos, o índice subiu quase 30%. Em 2007, foram 96 óbitos. Os dados constam ainda os números de infectados em 2017. Ao todo, foram registrados na Paraíba 557 casos de HIV e 296 de Aids, contra 493 e 390, respectivamente, em 2016. Os números foram divulgados pela Secretaria de Saúde da Paraíba.

Por conta dos números e da proximidade do carnaval, a Secretaria de Estado de Saúde distribuiu um milhão e meio de preservativos masculinos e 100 mil sachês de gel lubrificante em todo o estado. Este material é enviado para as Gerências Regionais de Saúde, que fazem a distribuição em seus municípios.

A gerente estadual de IST/Aids e Hepatites Virais, Ivoneide Lucena, alertou para o aumento dos casos de Aids na população jovem e a importância do uso do preservativo. “Precisamos alertar a população jovem que existe um grande risco de pegar alguma DST e/ou mesmo o HIV, uma vez que não podemos dizer apenas pela aparência de uma pessoa se ela tem ou não essas doenças. O jovem não se vê como uma pessoa que corre riscos e com essa compreensão acaba nas relações sexuais não tendo o cuidado com o uso da camisinha. Dessa forma cada dia estamos nos deparando com mais jovens de 15 a 24 anos sendo diagnosticados com HIV ou Aids aqui no estado”, disse Ivoneide.

Ela falou sobre a importância do uso do preservativo em todas as relações sexuais.  “A festa potencializa o uso de bebidas alcoólicas e aumenta as possibilidades de ‘ficar’ com outras pessoas, e é nesse momento que a vulnerabilidade aumenta e acabam fazendo sexo sem camisinha, se colocando em risco. A população jovem tem a ideia errônea que a Aids não mata, o que não é verdade”, disse.

A Secretaria de Saúde de João Pessoa também estará realizando durante as festividades do Folia de Rua 2018 uma campanha de conscientização para a importância do uso da camisinha e da prevenção de ISTs. Durante a campanha, que este ano tem como tema ‘Deixe a Camisinha Fazer parte de Sua Vida’, devem ser distribuídos cerca de 700 mil preservativos masculinos e femininos e géis lubrificantes. Além da distribuição dos preservativos, as equipes da SMS também estarão conversando com os foliões, dando orientações sobre o serviço e formas de prevenção.

“É preciso alertar a população sobre o aumento de casos de AIDS no Brasil e particularmente em João Pessoa, onde também estamos tendo uma epidemia de sífilis e outras Infecções Sexualmente Transmissíveis, o que só reforça a importância e necessidade da prevenção e uso da camisinha nas relações sexuais. O cuidado com essas doenças precisa ser durante todo o ano, não apenas em momentos festivos”, explica Clarice Pires, coordenadora da seção de IST, AIDS e Hepatites Virais.

 

Portal Correio

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