REALIZAR O AUTOEXAME: O 1º PASSO PARA A PREVENÇÃO DO CÂNCER DE MAMA

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5826O diagnóstico precoce do câncer de mama permite a busca por um tratamento imediato da doença. Uma das maneiras é conhecer o próprio corpo, fazendo o autoexame das mamas em casa. No entanto, ele não deve ser o único meio ao qual uma mulher deve passar para se assegurar de que está livre da doença. Embora seja uma etapa de prevenção, especialistas destacam a importância do autoexame, mas criticam a forma como as instituições de saúde, por algum tempo, jogaram a responsabilidade do diagnóstico do câncer para a mulher, quando na verdade há a necessidade de exames clínicos de precisão como a mamografia e/ou a ultrassonografia.

Por algum tempo, o autoexame foi desestimulado na especialidade mastologia, segundo informou a médica mastologista Joana Barros, presidente da ONG Amigos do Peito.

“Se você vai encontrar uma lesão que é perceptível ao autoexame, ela já não é uma lesão precoce. Então a gente foca no diagnóstico precoce. Durante muito tempo as políticas de saúde públicas elas investiam nessa questão de autoexame, quer dizer, joga para a mulher a responsabilidade que é deles. Existe uma responsabilidade da mulher de se conhecer, de perceber alguma diferença, isso é fato, mas a gente não pode deixar essa mulher desassistida e o que ela precisa é de um diagnóstico precoce e na imensa maioria das vezes o diagnóstico é feito com alguma mamografia ou com alguma ultrassonografia”, comentou.

A mastologista disse não ser contra o autoexame, que é importante para a mulher, mas é contra a forma como o método foi imposto a mulher, passando a responsabilidade dela em diagnosticar precocemente a doença.

“Não é que eu tenha uma coisa contra o autoexame. Eu tenho contra a forma como o exame é colocado para a mulher e a falsa segurança que ela tem ao se examinar que ela acredita que está segura porque ela não sentiu nada. Isso é desumano”, afirmou, destacando que é importante que a mulher saiba informações da doença e que embora seja mais comum em mulheres acima dos 40 anos de idade, jovens a partir dos 20 podem ser acometidas com a doença.

“Se a gente tivesse uma sociedade informada, ao qual a mãe passasse para a filha: olha filha você tem que observar as mama. Aos 20 anos, geralmente vão ao ginecologista e orienta, se perceber algo diferente, procurar”, disse. Este ano, a campanha tem como temas “Não inventa: meus direitos aos 40” e “Quem procura cura”. O objetivo é que cada vez mais mulheres tenham acesso aos exames clínicos e façam o tratamento adequadamente da doença.

Sobre o autoexame, a diretora geral do Hospital Napoleão Laureano, Tereza Lira, destacou a importância, mas pontuou a necessidade de outros exames.

Programação. Ontem, o Laureano – que é referência no tratamento da doença – realizou mais um dia da programação do Outubro Rosa. Foram realizadas palestras e atendimentos a algumas mulheres enviadas pela regulação do município de João Pessoa e funcionárias da unidade de saúde.

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