Sobe para 98 o número de mortes por febre amarela no Brasil

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capa_07022018172225O Brasil registrou 353 casos de febre amarela, com 98 mortes, no período de 1º de julho de 2017 a 6 de fevereiro deste ano, segundo o Ministério da Saúde. O boletim divulgado nesta quarta-feira (7) registra 140 casos e 17 mortes a mais do que havia sido contabilizado na semana passada.

Em uma semana, o número de casos aumentou 66%, enquanto a quantidade de óbitos teve alta de 21%. No boletim divulgado no dia 30 de janeiro, o país registrava 213 casos de febre amarela e 81 mortes causadas pela doença.

Apesar do período de referência ter início em 1º de julho do ano passado, a maioria começou a ser registrada a partir da primeira semana de 2018. Para se ter uma ideia, somente este ano foram 351 casos e 97 óbitos.

Ao todo, desde 1º de julho de 2017, foram notificados 1.286 casos suspeitos, sendo que 510 foram descartados e 423 permanecem em investigação. Entre julho de 2016 e 7 de fevereiro de 2017, foram confirmados 509 casos e 159 mortes.

A febre amarela é transmitida por meio de vetor (mosquitos dos gêneros Haemagogus Sabethes no ambiente silvestre). O último caso de febre amarela urbana, quando o transmissor é o mosquito Aedes aegypti, foi registrado no Brasil em 1942. Todos os casos confirmados desde então decorrem do ciclo silvestre de transmissão.

Segundo o Ministério da Saúde, o caso de febre amarela em São Bernardo do Campo (SP) está sendo investigado. Houve temor de que se trataria de caso de febre amarela urbana. A Secretaria de Saúde de São Paulo, que investiga o episódio, descartou essa possibilidade.

“Deve ser observado que o paciente mora na região urbana e possivelmente trabalha na área rural. Qualquer afirmação antes da conclusão do trabalho é precipitada”, diz o boletim divulgado pelo ministério nesta quarta-feira (7). São Bernardo do Campo (SP) é uma das 77 cidades dos três estados do país (São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia) incluídas na campanha de vacinação com dose fracionamento contra a febre amarela.

São Paulo lidera no número de casos e mortes

Com 161 casos confirmados e 41 mortes, São Paulo é o Estado mais afetado pela doença. Mas os dados do Ministério apresentam uma pequena defasagem em relação ao balanço da Secretaria Estadual da Saúde, que aponta 163 casos e 61 mortes em território paulista.

Minas Gerais (157 casos confirmados e 44 mortes) é o segundo Estado mais atingido pelo vírus, seguido do Rio de Janeiro (34 casos confirmados e 12 mortes). Foi confirmado também um caso com óbito no Distrito Federal.

Tanto Rio quanto São Paulo realizam em cidades consideradas de maior risco uma campanha de vacinação com doses fracionadas do imunizante.

Em Minas, Estado que já havia sido muito castigado pela epidemia no ano passado, o fracionamento não é realizado. De acordo com o Ministério da Saúde, isso se deve ao fato de que cidades mineiras já dispõem do quantitativo suficiente para imunizar, com doses integrais, toda população que ainda não foi vacinada.

Há casos da doença em investigação no Espírito Santo (22), Goiás (15), Paraná (18), Bahia (12), Rio Grande do Sul (11), Santa Catarina (11), Pará (9), Tocantins (6), Amazonas (3), Rondônia (3), Pernambuco (1), Piauí (2), Mato Grosso (1), Mato Grosso do Sul (1), Alagoas (1), Sergipe (1) e Acre (1).Com informações de agências de notícias.

UOL

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